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O Garoto
Por Marcio Dolzan
dolzan@papodebodega.com

Um filme com um sorriso, e talvez uma lágrima. 

Um dos mais belos filmes da história do cinema, O Garoto, dirigido e co-estrelado por Charles Chaplin, encanta até os dias de hoje. Filme mudo lançado em 1921, a película arranca risos através de um humor singelo, próprio da época, e emociona como a maioria dos filmes protagonizados pelo Vagabundo, o célebre personagem de Chaplin.

 

O Garoto conta a história de uma mãe solteira que, sem condições de criar o filho recém-nascido, deixa-o num carro, na esperança de que alguma família rica lhe dê “atenção e carinho”.

 

O bebê é encontrado pelo Vagabundo, que acaba o adotando e o “batizando” como John. Com o passar dos anos, o agora menino (Jackie Coogan, de atuação impecável) e o Vagabundo preparam diversas artimanhas para conseguirem um dinheirinho para seus sustentos.

 

Paralelo a isso, a mãe do menino se transforma numa famosa artista que, amargurada por um dia ter abandonado seu filho, realiza ações de caridade para crianças pobres justamente na vila onde vivem John e o Vagabundo.

 

O drama sutilmente apresentado até então aumenta no momento em que o garoto adoece e é entregue ao Vagabundo pela própria mãe, que não sabe que possui em seus braços o filho que tanto procura.

 

As cenas seguintes são, talvez, as mais marcantes do filme: avisados pelo médico que atendeu John, dois representantes do orfanato tentam separar o menino de seu pai adotivo, e é justamente nesse ponto que a atuação de Jackie Coogan, de apenas sete anos, ganha contornos dignos dos grandes astros do cinema.

 

Como a maioria dos filmes de Chaplin, o final de O Garoto reserva momentos em que o riso do humor cede lugar ao sorriso da emoção. E, ao final do filme, entende-se perfeitamente o que quis dizer a primeira frase da película: um filme com um sorriso, e talvez uma lágrima.






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