Home
Política
Economia
Geral
Esportes
Vi no cinema
Baú de películas
Leituras não-obrigatórias
Coluna da Si
Coluna do Eduardo
Coluna do Marcio
Alguém nos escreveu
Você Tubo
Porão

 
Oldboy
Por Eduardo Nunes
eduardo@papodebodega.com 

Não entendo porr* nenhuma de cinema, como todo crítico cinematográfico de bodega que se preze – e, desconfio, como a maioria dos críticos de cinema que figuram nas páginas da grande imprensa. Gosto, entretanto, de bons filmes, e defino um bom filme como aquele que tem belas imagens, belas palavras e belos sons, que apresenta atuações convincentes e que conta uma história de modo envolvente, sem insultar a inteligência do espectador.

De todos os filmes que considero bons filmes, o meu preferido chama-se Oldboy, de 2003, feito na Coréia do Sul por um sujeito chamado Chan-wook Park (ou Park Chan-wook, pois só Deus e Buda entendem a ordem dos nomes coreanos). O filme é a segunda parte da trilogia do diretor sobre a vingança (Lady Vingança, o terceiro da série, está em cartaz nos cinemas brasileiros). 

Oldboy é a história da vingança sofrida por Oh Dae-su, muito bem interpretado por Min-sik Choi (ou Choi Min-sik), um homem que toma um porre e e desaparece no dia do aniversário da sua filha. Seqüestrado por não-se-sabe-quem, Oh Dae-su passa quinze anos confinado num quarto não-se-sabe-onde, tendo como única companhia uma televisão constantemente ligada.

 Divulgação

Num belo dia, ele é solto sem mais nem menos e recebe do seu captor a missão de descobrir quem o seqüestrou e por quê. Passo a passo, com a ajuda da sushi chef Mido (Kang Hye-jung ou Hye-jung Kang), Oh Dae-su precisa reconstruir o quebra-cabeça da sua vida para saber o que aconteceu com a sua família, quem é o misterioso homem que quer tanto se vingar dele e, principalmente, o porquê de tanto ódio. E as descobertas vão sendo mostradas, à medida que acontecem, de um modo muito inteligente e envolvente, até o final surpreendente - pra rimar.

Como disse um amigo meu, cada take de Oldboy poderia ser emoldurado e pendurado na parede. As imagens são lindas. Há cenas de ternura, cenas de ação, cenas de suspense e cenas de brutalidade. Já houve quem definisse como ultraviolência o que aparece no filme. Um exagero, sem dúvida. Chan-wook apenas insinua a violência que outros diretores menos talentosos mostram em detalhes. Mas não creio que seja uma boa idéia dar o DVD de aniversário para aquela sua avó que gosta de cinema. É bem provável que ela fique chocada.

O filme, que mescla o drama, a comédia, o romance, o suspense e - vá lá - a ultra-violência, aborda temas profundos como a raiva, o perdão, a vingança, o amor, a loucura, a Psicologia, a moral, a tecnologia e os tabus sexuais. Enfim, uma obra de arte digna de ser vista e admirada.






|Home| |Política| |Economia| |Geral| |Esportes| |Vi no cinema| |Baú de películas| |Leituras não-obrigatórias| |Coluna da Si| |Coluna do Eduardo| |Coluna do Marcio| |Alguém nos escreveu| |Você Tubo| |Porão|