Não um Colunista de Pub, nem mesmo de Botequim, mas um Colunista de Bodega. Sim, foi este o papel que a Vida, também chamada de Marcio Dolzan, me reservou.
Talvez o leitor mais incauto não perceba a diferença entre Pub, Bar, Botequim, Taverna, Bolicho, Bodega, mas a distinção existe, e, como é próprio das distinções, ela faz toda diferença, pra usar um pleonasmo-mais-que-vicioso.
Bodega vem do latim apotheca, que por sua vez deriva do grego apothéké (depósito). O termo entrou no Português com sentido de “taberna ordinária, tasca; comida mal feita; casa suja; porcaria”; e, no Brasil, “pequeno armazém de secos e molhados.” Isso quem diz é um dicionário online que, imagino, não é lá muito confiável.
O fato é que o papo que levaremos semanalmente nesse site será um autêntico e genuíno Papo de Bodega: informal, descontraído, irreverente, espontâneo e, acima de tudo, prazeroso – pelo menos para este colunista.
A Bodega é aquele lugarzinho onde podemos sempre entrar com a certeza de lá encontrar as piores pessoas do mundo, no bom sentido. O Papo de Bodega é aquela conversa jogada fora entre um chope e outro, onde expomos nossas teses e idéias sobre todo tipo de assunto sem medo de parecermos ridículos (na verdade, nós estamos sendo ridículos, mas ninguém nota graças ao chope). Na Bodega todos são técnicos de futebol, doutores em Economia, cronistas políticos, historiadores, romancistas e críticos de Cinema, Música e Literatura, e todos sabem que serão ouvidos, mesmo que ninguém leve ninguém a sério. É com este espírito e com estas intenções que conversaremos neste espaço.
Estamos apenas começando a beber juntos e ainda demoraremos muito pra pedir a conta. Quando eu não estiver em um dos meus 528 empregos, como diz o Marcio, também poderei ser encontrado neste outro endereço: http://minhaliberdadedeimprensa.blogspot.com
Longa vida a essa bodega.
E pode descer mais um chope, Valdir!