Gilberto e Sílvio – A missão
Por Marcio Dolzan
dolzan@papodebodega.com
Já assisti a muitas telenovelas, principalmente dessas da Globo. Uma das primeiras foi Vale Tudo, aquela do “quem matou Odete Roitman”. Vale dizer que, naquela trama, eu era fã do personagem interpretado pelo Cláudio Corrêa e Castro, o Bartolomeu – que eu, no auge dos meus cinco anos, chamava de ‘Batonomeu’.
Bom, mas Vale Tudo foi um sucesso estrondoso de audiência. E o capítulo final, aquele que revelou quem, afinal, havia matado Odete Roitman, teve nada menos do que 86 pontos de audiência.
Bacana, né?
Aí os anos passaram e veio aquela A Próxima Vítima, onde tínhamos que saber quem era o serial killer que circulava num carrão preto. O Adalberto Vasconcellos matou tanta gente naquela telenovela que, se tivesse mais três capítulos, era capaz de assassinar até mesmo o Sílvio de Abreu, que foi quem escreveu a trama televisiva.
Um psicopata, pois.
Passado um tempo, comecei a estudar ou a trabalhar à noite, e as novelas ficaram de lado. Uma cena ou outra, aos sábados, passou a ser o máximo de acompanhamento que passei a ter. Mesmo assim, acabo sabendo muito do que se passa nas telenovelas em função de comentários entre amigos ou matérias veiculadas na internet (em sites jornalísticos!). E fico pasmo a cada dois anos, quando surge uma novela do Sílvio de Abreu ou do Gilberto Braga – o mesmo que escreveu Vale Tudo – com essa história do “quem matou fulano-de-tal”.
Apesar de o enredo bucólico (ou seria bocó-lico?) ser o mesmo de sempre, esta Paraíso Tropical inovou. A pergunta do momento é “quem matou Taís”, a personagem de Alessandra Negrini, que apesar de ter virado presunto na trama, segue na novela interpretando a Paula.
Hã...
Não bastasse isso, nos últimos dias passaram a matar ou a tentar matar todo o elenco. É um envenenamento aqui, outro ali, um acidente de carro lá, talvez um aborto acolá... Enfim, estão no caminho para dizimar todos os personagens de Paraíso Tropical.
Sério, mais uma ou duas novelas do Gilberto Braga ou do Sílvio de Abreu, e eu, definitivamente, não sentirei mais saudades de Rambo II – A missão.