Os Simpsons – O Filme
Por Marcio Dolzan
dolzan@papodebodega.com

Boas comédias vinham sendo algo raro no cinema nos últimos tempos. Este está sendo o ano da exceção, pelo menos nesse aspecto. Depois do fenomenal e (quase) nonsense Borat, agora é a vez de Os Simpsons – O filme arrancar boas e constantes gargalhadas.
Duas coisas unem os filmes, e talvez esteja aí a chave do sucesso. Borat e Os Simpsons cativam sem a necessidade do uso de grandes efeitos especiais, e o humor provém de piadas e tiradas muitas vezes escrachadas e politicamente incorretas.
Criado para ser unicamente “o pai de Bart” na série de TV, Hommer Simpson é, sem dúvida alguma, o grande personagem de Os Simpsons – o Filme. Passa de herói a vilão e de vilão a herói em menos de noventa minutos. Adota um porco, pilota uma moto no Globo da Morte, aventura-se no Alasca e, claro, leva a boa-vida de sempre, regada à cerveja Duff e recheada de idéias e reflexões “hommerísticas”, com a licença do trocadilho.
Bart segue sendo o garoto travesso, mas, no filme, passa boa parte do tempo refletindo acerca do relacionamento que tem com seu pai. A figura de Ned Flanders, o vizinho recato, aparece forte na vida de Bart, e esse é outro diferencial do longa em relação aos episódios de TV.
O restante da família mantém todas as características da tradicional série: a filha inteligente e politicamente correta, a mãe ordeira e preocupada com a família e com o lar, o bebê com ações imprevisíveis, o vovô confuso e, claro, o novo membro da família, o porco, cujas ações em nada lembram Babe, mas muito lembram Harry Potter e o Homem-Aranha.
Entenderão quando assistirem.
A trama se desenvolve em uma Springfield contaminada e fadada a desaparecer por ordens do governo. A cidade é isolada e a população se revolta (contra Hommer). E é a partir daí que nosso contra-herói entra em ação.
Esquecendo inclusive das Duffs e das rosquinhas.