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O Caçador de Pipas

Por Marcio Dolzan

dolzan@papodebodega.com

Assim como O Código de Vinci, a adaptação para o cinema de O Caçador de Pipas, best-seller de Khaled Hosseini, deixou um pouco a desejar. O filme, lançado em 18 de janeiro no Brasil, tenta resumir em cerca de duas horas uma história comovente que se passa durante três décadas no Afeganistão, principalmente, e nos Estados Unidos.

 

Mas nem por isso O Caçador de Pipas deixa de ser um bom filme; ao contrário, trata-se de uma produção que consegue arrancar lágrimas tanto pela dócil ingenuidade de Hassan (Ahmad Kahn Mahmidzada), quanto por sua vida sofrível e servil.

 

E isso que o pequeno Hassan é apenas coadjuvante na história. O Caçador de Pipas se desenvolve fundamentalmente na figura de Amir (Zekeria Ebrahimi), filho de um rico pashtun, amigo e “senhor” de Hassan.

 

O filme retrata a infância rica de Amir em Cabul, a fuga dele com seu pai após a invasão soviética ao Afeganistão, sua vida dura nos Estados Unidos (mas aqui de forma superficial; quem leu o livro certamente tem uma visão mais clara nessa parte do filme) e o retorno do afegão à sua terra natal, já dominada pelo Talibã e para onde vai numa tentativa de minimizar seus erros do passado.

divulgação 
No geral, trata-se de um filme muito bem feito. O fato de escolher pessoas de Cabul para fazer parte do filme foi um acerto do diretor Marc Foster (Em Busca da Terra do Nunca), pois a aparência física e o uso do idioma do país conferem maior realidade ao filme.

E, para quem ainda não leu o livro, a dica é deixar para fazê-lo depois de ter assistido ao filme.





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